| São Mateus Evangelista | |
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| Nascimento | século I d.C. Cafarnaum, Israel |
| Dia Festivo | |
| Padroeiro(a) | Contadores, Banqueiros, Bancários, Funcionários Das Alfândegas |
Mateus era coletor de impostos em Cafarnaum. Era publicano e desprezado pelo povo por fazer parte dos romanos opressores. Certo dia, ouviu a voz de um homem, que lhe disse: “Segue-me”. Ele se levantou e o seguiu para sempre. Aquele homem era Jesus. Desde então, Mateus não foi mais o mesmo.
Vida Pessoal
Levi organizou um grande banquete para Jesus, que aceitou e participou com seus discípulos. Este gesto causou escândalo entre os Escrivas e Fariseus, porque participaram da festa também publicanos e pecadores. A resposta de Jesus impressionou Mateus. “Os sãos não precisam de médico, mas, sim, os doentes”, disse o Nazareno, acrescentando: “Eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.
Mateus, que era pecador, deixou tudo e seguiu a Jesus, tornando-se um dos Doze. Seu nome, algumas vezes, foi citado nos Atos dos Apóstolos. O anúncio de Cristo foi a sua missão.
Mateus é autor do primeiro Evangelho, escrito não em grego, mas, quase que certamente, em aramaico. Os destinatários do Evangelho de Mateus são os cristãos de origem judaica: no texto ele coloca em realce o fato de que Jesus é o Messias, que cumpre as promessas do Antigo Testamento.
Segundo algumas fontes, Mateus teria morrido por causas naturais; no entanto, segundo algumas tradições, consideradas pouco críveis, a sua existência terminou na Etiópia.
As suas relíquias encontram-se na cripta da Catedral de Salerno. Ali o Santo é festejado, em 21 de setembro, com uma solene procissão. [1]
Milagres e Testemunhos
- Proteção contra o Fogo - Após São Mateus batizar Ifigênia e outras virgens, o rei Hirtaco ordenou incendiar a casa delas. O santo apareceu e repeliu as chamas, salvando todas.
- Ressurreição do Príncipe - O filho do rei Hirtaco, após ser possuído por um espírito mau e morrer, foi levado ao sepulcro de Mateus e ressuscitado pelo poder divino, convertendo-se.
Devoção
Na descrição dos quatro seres do Apocalipse – águia, boi, leão, homem – São Mateus é associado àquele com aspecto de homem.
A figura do evangelista é muito requisitada pela iconografia. A famosa obra da “Vocação de São Mateus”, pintada por Caravaggio, entre 1599 e 1600, encontra-se na igreja de São Luís dos Franceses, em Roma. Trata-se de uma pintura sugestiva, na qual a luz tem um papel fundamental: como símbolo da graça, ela não provém da janela, mas de Jesus. É uma cena que atrai, sobretudo, pela sua ação dramática: o dedo de Jesus aponta para Mateus; ele, por sua vez, aponta para si mesmo, como que pedindo confirmação da sua chamada. A vocação de São Mateus e a pintura de Caravaggio marcaram a vida do Papa Francisco, que fala, sobre si mesmo, em uma entrevista ao Padre Antônio Spadaro, publicada na revista “La Civiltà Cattolica”; o Papa se autodefine “um pecador, ao qual o Senhor dirigiu o seu olhar”. [1]
Legado
O evangelho Mt 9,9-13 guarda os verbos do discipulado: Jesus "viu" e "chamou" Mateus que, em seguida, "levantou" e "seguiu" Jesus. A iniciativa de todo chamado sempre é de Jesus. O olhar de Jesus alcançou a situação de pecado que Mateus vivia na coletoria de impostos. É um olhar que chama, que provoca, que mobiliza. A resposta é sempre um movimento, o transformar-se a partir de dentro. De fato, "levantar" é o mesmo verbo grego de "ressuscitar". O olhar de Jesus ressuscitou uma pessoa que vivia uma condição de prostração. A resposta de Mateus é o seguimento.
O texto continua com um encontro na casa de Mateus, ao redor da mesa. A casa é o símbolo da Igreja nascente e a mesa é o lugar do banquete, antiga imagem da comunhão entre o céu e a terra. Outros personagens tomam conta da narração – publicanos e pecadores – se achegam para dentro da casa e ao redor da mesa. Uma novidade tremenda: os não convidados, os não seguidores, também têm lugar!
Jesus não afastou nenhum! O banquete, dentro da casa, não é lugar de pré-selecionados, não é o espaço de quem possui as mesmas características, uma pretensa pureza. O estranho, o diferente, o estrangeiro, o pecador, são parte da comunhão de Jesus. Ninguém fica de fora da mesa, mesmo com a reação dos fariseus, que se achavam com o poder de separar os bons dos maus.
A salvação, conclui o evangelho, não é um prêmio, não é um mérito, mas uma oferta gratuita de Deus. Deus salva por amor! O critério fundamental é a misericórdia, esta potência de um coração que funciona. A vida nova de Mateus começa da misericórdia. A nossa vida cristã é estruturada na misericórdia. Dentro da casa, ao redor da mesa, a misericórdia é o remédio que consola toda dor e cura toda ferida na garantia de que ninguém, ninguém, precisa ficar de fora. [2]
